segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma despedida de muitas

O tempo está passando e cada vez mais nos distanciamos. Eu já sabia que isso iria acontecer, pois é o que acontece quando nos distanciamos de pessoas que gostamos de ter ao nosso lado. Só que, infelizmente, eu não posso voltar o relógio. Ele seguirá, não importa o que aconteça.
Eu já perdi muitas pessoas assim. Mesmo próximas estamos longe. Eu já sabia e aceite as consequências. Eu havia me decidido, fazer o quê? Quería ter tido a chance de ter me despedido direito, mas não deu. E o tempo acabou. Nossas vidas se separam agora, mas trombaremos algumas vezes ao longo do caminho.
Me diverti muito junto a vocês, são lembranças que (tentarei bastante) me lembrar sempre. Se estou me despedindo agora de vocês? De certa forma, sim. Vocês mesmas não estão mais tão juntas assim, dá pra perceber, mas o contato entre si ainda existe. E fico muito feliz por isso. Só que em cada etapa da vida nós perdemos pessoas queridas para dar espaço a outras, agora eu estou me despedindo de vocês com algumas lágrimas nos olhos. (Cadê meu colírio, hein? (longa historia))
Vou confessar que já tinha pensado várias e várias vezes em escrever palavras como essas, mas nunca me sentia bem o suficiente para dar o adeus. Hoje alguma coisa me fez perceber que eu já havia esperado tempo demais, pois o fim sempre vem, pra tudo e para todos.
Eu não sei o que vai acontecer agora, mas já tenho algumas pessoas com quem contar. Finalmente percebi que não preciso sofrer (tanto) com as despedidas, já que a vida é feita disso: encontros e despedidas. Conhecem aquela música que diz: "Quem sabe um dia a gente se encontra? Num desses encontros casuais..." Acho que ela diz bem esse futuro que nos espera fazer para acontecer.
Sempre achei, e continuo achando, que não sei terminar histórias, textos etc. Dessa vez vou terminar de uma maneira mais rápida, só que um pouco rude, eu diria. Vou terminar com um simples ponto final.

(Pdr* - 24.02.11)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sentirei saudades

O fim do ano chega e com isso meu coração dói ainda mais do que normalmente. Meu ultimo ano. Meu fim. Ano que vem mais nada. Tudo que conheço será mudado. Pessoas que de certa forma eu gosto bastante, já não farão mais parte da minha vida. Foi-se o ano. Sentirei saudades desse passado recente, mas desejo muito meu futuro. E ele está mais perto do que nunca agora. Falta pouco pra isso tudo acabar, poucos meses. Poucos anos.
Daqui a pouco isso não passará de uma simples e gostosa lembrança... Agora penso em tudo que está por vir, será que estou fazendo certo? Será que vai acabar bem? Quería poder ler o futuro, quem sabe isso não me ajudasse a não errar tanto, a saber esperar o que pode acontecer. Quem sabe não me ajudasse a aguentar essa fase de mudança.
Eu não sei mais o que pensar, palavras surgem em minha mente, um fogo arde em meu coração queimando o que me restou. O vento vai vir e levar isso pra longe, a chuva vai vir e vai fazer com que isso se dissolva, o fogo vai vir e vai queimar as migalhas do que restar, mas a terra vai vir e vai abrigar o fino pó que sobrar dessas lembranças, desses sentimentos. A terra vai guardar tudo o que sobrar, para quem sabe um dia eu plantar, regar, cuidar, amar e ver renascer esse mesmo tempo que eu tanto gostei e que agora estou deixando partir.
O que mais eu posso dizer? Nada. Só posso me despedir.



Tchau.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carta para o Futuro

Caro Senhor Futuro,

Sempre quis cresçer antes do tempo, o senhor sabe bem disso, mas será que eu fiz certo ao desejar MESMO isso? Passar minha vida inteira a espera disso? Será que eu quero mesmo cresçer? Ser adulta? Ou será que eu simplesmente desejo ter liberdade, sem nem pensar na responsabilidade? Não sei. Estou sem rumo.

Queria que me ajudassem nessa decisão, que talvez seja uma das mais importantes que irei tomar, mas não há ninguém. Só eu posso tomar essa decisão... Mas será que irei fazê-la certo? O passado não pode ser mudado, o futuro depende do presente e o presente depende de mim. Eu, somente eu, dependo de minhas escolhas. Queria que nada disso fosse assim...

Senhor Futuro, qual é a sua resposta pra mim? Você não irá me dizer, certo? Sabe, acho que atrás de uma dessas portas há o senhor, só esperando que eu a abra e lhe dê a mão. Estarei eu certa?

Até logo Futuro,

ass. Eu Mesma

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem motivo

Meu coração esta apertado, por que? Será que perderei mais alguém hoje? Não sei... Tudo aconteceu tão rápido da última vez que ainda nem me recuperei totalmente de minha perda. “Uma morte a cada ano, durante 7 anos. Essa será sua punição.”
O que foi que fiz de errado desta vez? Por que esse castigo? Nunca o entendi... 5 já foram, agora só falta 2 mortes. Quem serão? Não sei, mas queria poder impedí-las. Só que isso não é possível, não depende de mim. Qual será que foi meu pecado desta vez? Nascer?!
A última vitima foi meu pai, meu melhor amigo. Eles podiam ter levado qualquer um, mas resolveram levar justamente meu segundo maior bem, meu maior companheiro de aventuras. O pior não foi a sua morte e sim eu ter estado na hora, vendo-o morrer e não poder fazer nada para impedir. Assim que começa o processo não há como pará-lo, já tentei, mas nenhuma deu certo até agora.
Meu maior bem é meu coração, quando será que o levarão?? “Por favor, não me deixem aqui sozinha. Por favor...” Nunca me ouviram. Não me querem mais. Como farei para resistir a esses dois últimos anos, a essas duas últimas mortes? Como terei calma, se isso é um tormento para mim? "Me ajudem, por favor? Parem com isso, eu lhes peço, parem." Mas não há ninguém. Não há nada, que possa me dar uma única resposta.
Como vou acabar com isso? Será hoje? Como tentarei impedir? São tantas perguntas, mas nenhuma possui resposta, não agora... Melhor não fazer nada, quem sabe passa? Mas e as mortes?! Estou tão confusa que não sei mais o que pensar, pena que não exista quem possa me ajudar... Não há.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

*ilógico

Dia de verão.
Dia de inverno.
Dia de paixão.
Dia do mistério.

O ano passou
e não mais voltou
Acabou.
Mudou.

Tudo e nada.
Deixou de existir...
Se foi,
logo pra sempre partiu.

Por quê?
Pra que?
Por onde?
Pra onde?

Não sei.
Não quero saber.
Não há como achar,
ficou no mar...

Sumiu.
Perdeu-se.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A volta da escuridao

Senti que alguém me observava. Olhei à minha volta, mas nada vi. Quem me perseguia, mesmo que somente com os olhos, ali não se encontrava mais.
Eu caminhava vagarosamente pela praça vazia, admirando suas formas, que mesmo à noite eram muito belas. Uma brisa fria passou por mim, jogando meus cabelos para trás, trazendo ao meu ouvido palavras ditas por um ser que eu tanto odiava. "Pequena Katie...Voltei." Essa frase fez meus pelos se arrepiarem e meu coração congelar.
De repente a escuridão não parecia mais amigável, um medo nasceu na minha alma. Precisava correr, antes que ele me encontrasse. Apressei meus passos e, sem me dar conta, comecei a correr pelas ruas, até que essas me levassem a minha casa em segurança. Dois quarterões depois cheguei a minha residência.
Abri o portão e subi correndo a escada até chegar a entrada. Ela era toda de madeira, cheia de detalhes nos quais muitos eram de lindas flores, que o artista resolveu entalhar para, talvez, dar um toque de delicadeza. Parei por um momento para olhar para cima tentando ver, através do vidro transparente do teto, a lua. Um arrepio subiu por meu corpo, uma nuvem a envolvia. Coloquei a chave na fechadura e tentei destravá-la o mais rápido possível.
Entrei rapidamente para dentro do aposento. Encostei-me na parede respirando fundo. Tentei afastar o medo de mim. Suspirei. Agora estava à salvo, ele não entraria ali, mas por precaução virei-me para trancar a porta. Segundos depois sua voz me atingiu. "Sentiu saudades, Katie querida?" Meu sangue gelou, petrificando-me naquela posição. Percebi que ele havia levantado do meu sofá, que ficava na parte menos iluminada da sala, e que caminhava até mim.
"O que vou fazer?" - pensei. Não havia tempo para fugir, ele era mais rápido que eu e me alcançaria sem dificuldades se eu resolvesse correr dali. Minha única alternativa seria "esperar pra ver", pena que esse "esperar" podia ser bem sombrio...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Momento Permanente

Tudo a minha volta pode me trazer inspirações para escrever algo, mas, infelizmente, nem meu coração, nem minha alma, estão inspirados agora.
Minhas palavras saem com certa dificuldade, um vento inexistente me faz tremer, e uma sensação estranha envolve meu coração causando-me medo. "Algo não esta certo... nada certo..." Nunca esta quando me sinto assim. Algo sempre da errado, mas não sei o que ira acontecer de mal, com quem, ou ate mesmo como poderei tentar impedir... Eu não sei de nada.
Isso me incomoda. Mas não posso mudar o que sinto. Não posso, mesmo que eu queira. Deve haver uma maneira de controlar isso. Impedir não, mas sim controlar.
Ahhh! Sinto-me como uma louca! ... Quem dera isso pudesse acabar com um simples ponto final.