segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sugestões

Você já parou pra ver, mas sem julgar?

É complicado, já que nosso cérebro faz isso praticamente automaticamente. Mas, ás vezes, eu queria ser capaz de não reagir dessa forma. Talvez tudo se tornasse mais verdadeiro.

Algo que sempre me intrigou é a forma como cada um pensa e como as pessoas sempre acham que sabe o que o outro é e sente. Infelizmente, nunca é o que parece. Não é por que nós sabemos de algo, que vai ser sempre assim. Tudo varia de acordo com a concepção de cada um.

Os pensamentos mais simples e verdadeiros vêm de pessoas inimagináveis, vem daquela pessoa que, geralmente, é a estranha, a louca. Quem é realmente louco? Quem percebe a verdade ou aqueles que preferem ignorá-la? Geralmente, a louca sou eu.

Sabe aquela música que toca, de alguma forma inexplicável, seu eu mais protegido? Que te faz rir, te faz chorar? Aquela que você para pra tentar entender, mas não consegue? Que arrepia o corpo inteiro e você percebe que só consegue senti-la? Essas são as músicas que me fazem querer escrever. São aquelas que despertam meu eu mais protegido e me fazem dizer um pouco sobre mim.

Cara, como eu queria poder fugir. Ir pra qualquer outro lugar, viver! Eu sinto como se não soubesse viver. Como se nunca estivesse estado viva. Dá um vontade de sair correndo por ai, sem saber pra onde ir, pra onde voltar. Tomar um ônibus pra qualquer lugar e só descobrir quando chegar lá. Lá. Aquele lugar sem nome, sem coordenadas, mas que talvez finalmente indique que você viveu, não apenas sobreviveu.

O que eu guardo dentro de mim, alguém ouvirá? O que eu guardo dentro de mim? Poesia? Loucura? Fantasia? Arte? Eu queria poder saber. Mas o que eu sei sobre mim mesma? Como pessoa. Como apenas um ser. Pensar, pensar. Perder-se dentro de si mesma. Quem fui. Quem sou.

E o que eu sei? São apenas pensamentos. Sentimentos.
Talvez eu mesma.

domingo, 30 de novembro de 2014

Por um momento apenas.

Sabe aquele momento em que você lê ou assiste algo tocante?
Sabe aquele momento quem que tudo, por um instante para, e você só sente?
Sabe aquele momento em que uma lágrima escapa pelos olhos e você tenta disfarçar?
Sabe aquele momento em que você pensa na sua vida e lembra que tem gente com mais dor que você?
Sabe aquele momento que você lembra que também é humano?
Sabe aquele momento que tudo que você precisa é por seus sentimentos pra fora?
Sabe aquele momento em que você reconsidera tudo o que já viveu?
Sabe aquele momento que você percebe que não viveu nada?
Sabe aquele momento que você para pra pensar no outro?
Sabe aquele momento que você lembra do quão perdido o mundo está?
Sabe aquele momento que você se acha louca o suficiente?
Sabe aquele momento em que você percebe o olhar das pessoas em relação à você?
Sabe aquele momento em que você se reconhece como louca?
Sabe aquele momento em que você se sente a única pessoa louca do mundo?
Sabe aquele momento no qual a sua história não é a que importa?
Sabe aquele momento que você encontra alguém que não só fala, como também escuta?
Sabe aquele momento que a pele arrepia e você percebe que está viva?
Sabe aquele momento em que seu inferno não parece ser mais tão grande?
Sabe aquele momento em que a fala se perde?
Sabe aquele momento que não tem como dizer nada, pois não há nada?
Sabe aquele momento em que um toque parece um pequeno sopro de ar?
Sabe aquele momento que você descobre com quem pode contar?
Sabe aquele momento em que você toma um tapa na cara da realidade?
Sabe aquele momento em que você percebe que a decisão, por mais difícil que seja, precisa ser tomada?
Sabe aquele momento no qual você percebe que não há mais saída?
Sabe aquele momento no qual você deixa tudo de lado e pede ajuda?
Sabe aquele momento em que você acha que já disse tudo?
Sabe aquele momento em que você descobre que há mais?
Sabe aquele momento que parece que tudo sufoca?
Sabe aquele momento em que o coração parece sangrar?
Sabe aquele momento no qual o que realmente importa é dizer?
Sabe aquele momento que tudo foge do controle?
Sabe aquele momento que tudo explode?
Sabe aquele momento que a necessidade de demonstrar o que você sente é vital?
Sabe aquele momento em que você só escreve?
Sabe aquele momento de vida?

Sabe aquele momento?
                                                        ...   É. Passou.

(30/11/14 - Pdr*)

sábado, 15 de outubro de 2011

Faz tempo

Eu sinto, muitas vezes, uma grande necessidade em escrever, entretanto quando seguro a lapiseira e olho pra folha a minha frente tudo some. Minha mente fica vazia e meus sentimentos se misturam ainda mais deixando-me sem saber o que sinto e que desejo.
Queria poder dizer que isso é passageiro, mas não tenho tanta certeza se será. As palavras que fluiam com facilidade agora sumiram e, as poucas que ainda enxergo, só me deixam mais confusa. Parece que minha vida esta meio incompleta, tudo que faço deixa em mim a impressão de ainda faltar algo. Eu não tenho mais em quem me apoiar.
Sinto-me angustiada, como se eu precisasse dizer algo, só que não sei o que é. Acho que é por isso que me afogo em musicas, com a intenção de não pensar em nada, de não sentir nada. Eu queria ter alguem aqui, porém parece que ninguem necessita de mim, a não ser que seja para conversar ou monologar. Sinto-me desnecessaria.
O que escrevo parece bobagem aos meus olhos, como se ninguem fosse se interessar por minhas palavras, só que aparecem pessoas que eu nem sei quem são e demonstram gostar, um pouquinho que seja, de minhas palavras. Será? Fico, muitas vezes, pensando nisso. Talvez eu esteja me valorizando a mais do que realmente é.
Não queria pensar em algumas coisas, como por exemplo eu ficar colocando sempre um "mas", um "entretanto" ou um "porém" em tudo que digo e vivo. A realidade não é bonita e nem tranquilizadora. Ela machuca. E é assim que eu me sinto. Machucada, entretanto ainda de pé.
(Pdr* - 15.10.11)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sujeito Indeterminado

Ela seguia olhando pela janela a espera de um acontecimento. Como se esperasse que o céu ouvisse seus pensamentos e mandasse algo emocionante para ela. Sempre que andava de carro ficava olhando para fora, para um mundo que não a pertencia.
As pessoas a consideravam de varias formas, mas nenhuma a caracterizava realmente. Ela sempre se sentia como se o que as pessoas diziam dela não fosse realmente para si, como se não fosse verdadeiras caracteristicas, mas sim fatos que as vezes ocorriam com ela e impressionavam os demais. Como ela queria ser normal, viver como muitas pessoas a sua volta viviam, mas não conseguia enxergar o mundo da mesma forma que eles.
Uma pergunta sempre levava a varias outras e era assim que vivia a mente dela. Quase sempre ignorava o que tinha a sua volta para se perder em pensamentos, fosse eles bons ou não. Ela gostava de pensar, do seu modo de enxergar tudo, porém odiava quando seus pensamentos chegavam a triste realidade do mundo.
Uma pessoa assim existe, perdida em um mundo impenetravel, sem que suas opiniões sejam ouvidas. Ela vive por si.
(Pdr* - 12.10.11)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Historia de amor

As folhas em branco em cima da escrivaninha só mostravam o quão confuso ele estava. As palavras que normalmente saiam com facilidade, hoje demoram a aparecer e preencher aquelas folhas. Ele não sabe o que aconteceu, mas não há nada em sua mente.
Andando pelo quarto, indo de uma ponta a outra, nada lhe vinha a cabeça. O que havia acontecido? Seu nervosismo crescia cada vez mais; ele precisava liberar aquelas palavras de dentro dele, só não sabia como fazer isso.
Tentou descansar, mas algo o incomodava demais, então pegou o casaco e saiu para rua. Tinha que parar de pensar em tudo. Andou por todos os cantos do bairro, mas não havia conforto para ele ali, então achou melhor ir para mais longe, foi da parte agitada a parte calma da cidade. Nada.
Ele não conseguia tirar a sensação de vazio de dentro dele. O que tinha acontecido? Como não tinha o que fazer continuou a caminhar para algum lugar incerto. Ele se sentia solitário, mas ao mesmo tempo cheio de companhia. O nome para essa confusão dentro de si, ele só foi capaz de descobrir momentos mais tarde.
Foi andando pelo parque que ele a encontrou. Nenhuma sensação, nenhuma emoção. Ainda. Foi de maneira engraçada que se conheceram, entretanto ele percebeu o por que da falta das palavras dentro de si. Era ela. Era ela que tinha roubado todas aquelas gentis e verdadeiras palavras que haviam dentro dele. Elas haviam se tornado naquela mulher. O sonho da sua vida.
O que aconteceu a partir dai eu não posso contar, já que resolvi deixar eles viverem suas vidas do modo como quiserem. Porém, assim como todas as historias de amor, esta não deve terminar diferente.
"E foram felizes. Fim."
(Pdr* - 14.06.11)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pedido Teu

Não sei quanto tempo passou até eu perceber o que eu realmente sentia por ele, mas quem, em minhas condições, saberia o que fazer? Eu o amava mais do que tudo e ele já não tinha mais muito tempo. Seu pedido me alegrou, despertou em mim um sentimento já esquecido. Por que é tão difícil as coisas saírem como nós queremos?
Um dia já cheguei a acreditar que nada nos impediria de ser feliz, porém esse dia chegou, e acabamos tendo que nos separar, o que me causou uma ferida permanente. Qual é o preço pra ser feliz? Por que ninguém entende a felicidade pura, como ela realmente é?
As vezes eu queria que nada tivesse existido para não precisar sofrer tanto, entretanto, quando paro para pensar em tudo que aconteceu reconheço que foi maravilhoso ter vivido aqueles momentos, por mais breves que tenham sido.
Eu o ainda queria, só não sabia se era o momento ideal para que todos aqueles intensos sentimentos voltassem à tona. Eu levava uma vida boa, até ele aparecer e me fazer aquele pedido; seguia minha vida de maneira que me sentisse feliz, mesmo não sendo completamente verdade, porém um dia ele apareceu e me dizendo com poucas palavras acabou por fazer um pequeno pedido a mim.
''Fique comigo para sempre, por favor."

terça-feira, 31 de maio de 2011

Indecisão

- Já se decidiu?
- Pelo quê?
- Amanda! Decida-se logo!
- Ai, está bem. Eu vou querer... Deixe-me ver... Vou querer...
- ANDA LOGO!!!
- Que coisa! Não me apresse, ok?
- Fala sério. Você já deveria ter escolhido a muito tempo!
- Hei, Rebeca! NÃO RECLAME, ok? Você também demorou para escolher!
- Não tanto quanto você...
- Rebeca! Dá pra você ficar quieta que eu estou tentando escolher!
- Então E-S-C-O-L-H-A! E logo! De preferência.
- Ah! Não me irrite, está bem? Você sabe como eu fico quando estou irritada.
- Ok. Acalme-se e escolha, está bem?
- Melhor assim. Mas que indecisão!
- Escolha logo ou eu é que vou ficar irritada!
- Está bem! Dei-me um minuto. Certo?
- Ok. Mas é bom você escolher logo, senão...
- Senão o quê?! Sossega! Poxa! Acalme-se, pois já estou quase me decidindo.
- Aleluia, Amanda! E então, o que vai ser?
- É...
- Fala! D-I-G-A-M-E!
- Droga! Não dá. Não consigo escolher.
- Ah! Deus meu! Dai-me paciência!
(Pdr* - 31.05.11)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pensamentos desconectados

Eu sinto uma necessidade em escrever, mas não sei o que dizer. Estou angustiada e com vontade de chorar. Sinceramente eu queria ter alguém pra me dizer que isso passa, alguém me desse o carinho que preciso. Acho que estou perdendo coisas importantes, mas não sei ao certo o que são essas "coisas importantes." Que desejo é esse que me faz querer largar tudo pra procurar por algo que nem conheço? Que ser é esse dentro de mim que me deixa tão inquieta comigo mesma? Que existência é essa que me faz querer questionar tudo e descobrir o certo? O que é tudo isso? Eu preciso achar uma forma de descarregar todos esses sentimentos que tive de conter no coração e que agora só me perturbam, entristecem-me. Música. Uma fonte de sentimentos que me faz sentir sentimentos únicos. Eu quero questionar tudo, como se fosse meu natural, mas será que é mesmo? Por quê será que eu sinto tanta falta assim de alguém comigo? De um carinho em particular? Por que gosto de coisas erradas? De pessoas erradas? Pena. Isso são só pensamentos e sentimentos que se contrariam. Queria não ser nada assim, mas acho que perderia a essência que me faz ser quem sou. Será que alguém gosta disso? Será que alguém pensa em mim? Não acho. Mas não posso fazer mais nada, só deixar indo, tentando conviver com tudo isso. Sinto que isso não será nada fácil, talvez eu desista no começo mesmo, vai saber? Eu queria ter pelo menos uma certeza na minha vida, ou melhor, nesse momento. Sinto-me desconectada. Sou somente pensamentos. Agora e sempre. Vou deixar a esperança ficar sentada ao meu lado, enquanto tento enxergar algo no nada. Terá uma palavra pra tudo isso? Sentimentos. Amor. Carinho. Dor. Lágrima. Palavras com significado diferentes, mas que se encontram misturados em um caldeirão dentro de mim. Sim. Isso ainda não é o fim.
(Pdr* - 31.03.11)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Conversa disfarçada

- Quería fugir...
- Por quê?
- Não aguento mais essa vida!
- Pra onde, então?
- Qualquer lugar.
- Desejos?
- Somente a minha liberdade.
- Mais algum desejo?
- Não...
- Compania?
- Não queria ficar sozinha.
- Alguém em especial?
- Não. Só quero compania mesmo.
- Qualquer pessoa então?
- É.
- Jura?
- Sim.
- Ninguém da família?
- Não.
- Nossa! Tá mal mesmo, hein?
- Muito. Mais do que posso suportar.
- Liberdade somente, néh?
- Isso.
- Ok. Pode passar. É só virar ali na direita.
- Valeu, seu Anjo! Gostei dos chifrinhos.
- É. Obrigado por notar.

(Pdr* - 10.03.11)

terça-feira, 1 de março de 2011

Ismália - Alphonsus de Guimaraens

"Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava perto do mar...


E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...


As asas que deus lhe deu,

Ruflaram de par em par

Sua alma subiu ao céu,

Seu corpo desceu ao mar..."

(Alphonsus de Guimaraens)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma despedida de muitas

O tempo está passando e cada vez mais nos distanciamos. Eu já sabia que isso iria acontecer, pois é o que acontece quando nos distanciamos de pessoas que gostamos de ter ao nosso lado. Só que, infelizmente, eu não posso voltar o relógio. Ele seguirá, não importa o que aconteça.
Eu já perdi muitas pessoas assim. Mesmo próximas estamos longe. Eu já sabia e aceite as consequências. Eu havia me decidido, fazer o quê? Quería ter tido a chance de ter me despedido direito, mas não deu. E o tempo acabou. Nossas vidas se separam agora, mas trombaremos algumas vezes ao longo do caminho.
Me diverti muito junto a vocês, são lembranças que (tentarei bastante) me lembrar sempre. Se estou me despedindo agora de vocês? De certa forma, sim. Vocês mesmas não estão mais tão juntas assim, dá pra perceber, mas o contato entre si ainda existe. E fico muito feliz por isso. Só que em cada etapa da vida nós perdemos pessoas queridas para dar espaço a outras, agora eu estou me despedindo de vocês com algumas lágrimas nos olhos. (Cadê meu colírio, hein? (longa historia))
Vou confessar que já tinha pensado várias e várias vezes em escrever palavras como essas, mas nunca me sentia bem o suficiente para dar o adeus. Hoje alguma coisa me fez perceber que eu já havia esperado tempo demais, pois o fim sempre vem, pra tudo e para todos.
Eu não sei o que vai acontecer agora, mas já tenho algumas pessoas com quem contar. Finalmente percebi que não preciso sofrer (tanto) com as despedidas, já que a vida é feita disso: encontros e despedidas. Conhecem aquela música que diz: "Quem sabe um dia a gente se encontra? Num desses encontros casuais..." Acho que ela diz bem esse futuro que nos espera fazer para acontecer.
Sempre achei, e continuo achando, que não sei terminar histórias, textos etc. Dessa vez vou terminar de uma maneira mais rápida, só que um pouco rude, eu diria. Vou terminar com um simples ponto final.

(Pdr* - 24.02.11)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sentirei saudades

O fim do ano chega e com isso meu coração dói ainda mais do que normalmente. Meu ultimo ano. Meu fim. Ano que vem mais nada. Tudo que conheço será mudado. Pessoas que de certa forma eu gosto bastante, já não farão mais parte da minha vida. Foi-se o ano. Sentirei saudades desse passado recente, mas desejo muito meu futuro. E ele está mais perto do que nunca agora. Falta pouco pra isso tudo acabar, poucos meses. Poucos anos.
Daqui a pouco isso não passará de uma simples e gostosa lembrança... Agora penso em tudo que está por vir, será que estou fazendo certo? Será que vai acabar bem? Quería poder ler o futuro, quem sabe isso não me ajudasse a não errar tanto, a saber esperar o que pode acontecer. Quem sabe não me ajudasse a aguentar essa fase de mudança.
Eu não sei mais o que pensar, palavras surgem em minha mente, um fogo arde em meu coração queimando o que me restou. O vento vai vir e levar isso pra longe, a chuva vai vir e vai fazer com que isso se dissolva, o fogo vai vir e vai queimar as migalhas do que restar, mas a terra vai vir e vai abrigar o fino pó que sobrar dessas lembranças, desses sentimentos. A terra vai guardar tudo o que sobrar, para quem sabe um dia eu plantar, regar, cuidar, amar e ver renascer esse mesmo tempo que eu tanto gostei e que agora estou deixando partir.
O que mais eu posso dizer? Nada. Só posso me despedir.



Tchau.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carta para o Futuro

Caro Senhor Futuro,

Sempre quis cresçer antes do tempo, o senhor sabe bem disso, mas será que eu fiz certo ao desejar MESMO isso? Passar minha vida inteira a espera disso? Será que eu quero mesmo cresçer? Ser adulta? Ou será que eu simplesmente desejo ter liberdade, sem nem pensar na responsabilidade? Não sei. Estou sem rumo.

Queria que me ajudassem nessa decisão, que talvez seja uma das mais importantes que irei tomar, mas não há ninguém. Só eu posso tomar essa decisão... Mas será que irei fazê-la certo? O passado não pode ser mudado, o futuro depende do presente e o presente depende de mim. Eu, somente eu, dependo de minhas escolhas. Queria que nada disso fosse assim...

Senhor Futuro, qual é a sua resposta pra mim? Você não irá me dizer, certo? Sabe, acho que atrás de uma dessas portas há o senhor, só esperando que eu a abra e lhe dê a mão. Estarei eu certa?

Até logo Futuro,

ass. Eu Mesma

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem motivo

Meu coração esta apertado, por que? Será que perderei mais alguém hoje? Não sei... Tudo aconteceu tão rápido da última vez que ainda nem me recuperei totalmente de minha perda. “Uma morte a cada ano, durante 7 anos. Essa será sua punição.”
O que foi que fiz de errado desta vez? Por que esse castigo? Nunca o entendi... 5 já foram, agora só falta 2 mortes. Quem serão? Não sei, mas queria poder impedí-las. Só que isso não é possível, não depende de mim. Qual será que foi meu pecado desta vez? Nascer?!
A última vitima foi meu pai, meu melhor amigo. Eles podiam ter levado qualquer um, mas resolveram levar justamente meu segundo maior bem, meu maior companheiro de aventuras. O pior não foi a sua morte e sim eu ter estado na hora, vendo-o morrer e não poder fazer nada para impedir. Assim que começa o processo não há como pará-lo, já tentei, mas nenhuma deu certo até agora.
Meu maior bem é meu coração, quando será que o levarão?? “Por favor, não me deixem aqui sozinha. Por favor...” Nunca me ouviram. Não me querem mais. Como farei para resistir a esses dois últimos anos, a essas duas últimas mortes? Como terei calma, se isso é um tormento para mim? "Me ajudem, por favor? Parem com isso, eu lhes peço, parem." Mas não há ninguém. Não há nada, que possa me dar uma única resposta.
Como vou acabar com isso? Será hoje? Como tentarei impedir? São tantas perguntas, mas nenhuma possui resposta, não agora... Melhor não fazer nada, quem sabe passa? Mas e as mortes?! Estou tão confusa que não sei mais o que pensar, pena que não exista quem possa me ajudar... Não há.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

*ilógico

Dia de verão.
Dia de inverno.
Dia de paixão.
Dia do mistério.

O ano passou
e não mais voltou
Acabou.
Mudou.

Tudo e nada.
Deixou de existir...
Se foi,
logo pra sempre partiu.

Por quê?
Pra que?
Por onde?
Pra onde?

Não sei.
Não quero saber.
Não há como achar,
ficou no mar...

Sumiu.
Perdeu-se.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A volta da escuridao

Senti que alguém me observava. Olhei à minha volta, mas nada vi. Quem me perseguia, mesmo que somente com os olhos, ali não se encontrava mais.
Eu caminhava vagarosamente pela praça vazia, admirando suas formas, que mesmo à noite eram muito belas. Uma brisa fria passou por mim, jogando meus cabelos para trás, trazendo ao meu ouvido palavras ditas por um ser que eu tanto odiava. "Pequena Katie...Voltei." Essa frase fez meus pelos se arrepiarem e meu coração congelar.
De repente a escuridão não parecia mais amigável, um medo nasceu na minha alma. Precisava correr, antes que ele me encontrasse. Apressei meus passos e, sem me dar conta, comecei a correr pelas ruas, até que essas me levassem a minha casa em segurança. Dois quarterões depois cheguei a minha residência.
Abri o portão e subi correndo a escada até chegar a entrada. Ela era toda de madeira, cheia de detalhes nos quais muitos eram de lindas flores, que o artista resolveu entalhar para, talvez, dar um toque de delicadeza. Parei por um momento para olhar para cima tentando ver, através do vidro transparente do teto, a lua. Um arrepio subiu por meu corpo, uma nuvem a envolvia. Coloquei a chave na fechadura e tentei destravá-la o mais rápido possível.
Entrei rapidamente para dentro do aposento. Encostei-me na parede respirando fundo. Tentei afastar o medo de mim. Suspirei. Agora estava à salvo, ele não entraria ali, mas por precaução virei-me para trancar a porta. Segundos depois sua voz me atingiu. "Sentiu saudades, Katie querida?" Meu sangue gelou, petrificando-me naquela posição. Percebi que ele havia levantado do meu sofá, que ficava na parte menos iluminada da sala, e que caminhava até mim.
"O que vou fazer?" - pensei. Não havia tempo para fugir, ele era mais rápido que eu e me alcançaria sem dificuldades se eu resolvesse correr dali. Minha única alternativa seria "esperar pra ver", pena que esse "esperar" podia ser bem sombrio...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Momento Permanente

Tudo a minha volta pode me trazer inspirações para escrever algo, mas, infelizmente, nem meu coração, nem minha alma, estão inspirados agora.
Minhas palavras saem com certa dificuldade, um vento inexistente me faz tremer, e uma sensação estranha envolve meu coração causando-me medo. "Algo não esta certo... nada certo..." Nunca esta quando me sinto assim. Algo sempre da errado, mas não sei o que ira acontecer de mal, com quem, ou ate mesmo como poderei tentar impedir... Eu não sei de nada.
Isso me incomoda. Mas não posso mudar o que sinto. Não posso, mesmo que eu queira. Deve haver uma maneira de controlar isso. Impedir não, mas sim controlar.
Ahhh! Sinto-me como uma louca! ... Quem dera isso pudesse acabar com um simples ponto final.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Poemas breves

(Primeiro poema...)

Não quero mais te ver.

Você só me faz sofrer.

Por que tem que doer?

Queria poder morrer...

Como posso não lhe ter

E ainda assim sobreviver?


Mais um mistério da vida,

Um complicado beco sem saída.


(Segundo "poema"...)

Quando estou longe de você minha vida adquiri falhas.

Quando penso em você meu coração desmancha em lágrimas.

Quando sonho com você dos meus olhos brotam águas.

Quando estou com você minha alma cria asas.

...

Quando me perco em você de mim não sobra nada.

Corpo e Ser.

O ser humano é como uma folha de papel, seu humor (e sua vida) ás vezes pode estar estar “láem cima” e do nada mudar completamente. O coração humano é frágil, como uma folha de papel, já quedependendo da força da chuva ou do sol, ele pode se desmanchar ou queimar. O coração humanosempre sofrerá abalos. A alma humana esta sempre procurando o equilíbrio de tudo, mas isso diminuicom o passar do tempo, assim como o papel diminui seu “pêndulo” durante sua tragetória do ar ao chão.
O ser humano é como um folha de papel, possui várias utilidades, várias formas durante suaexistência, mas no fim vira lixo. Vira um nada.
(Pdr*- 01.08.10)

Roda do tempo

O sol se esconde em um infinito de nuvens.
Os campos a vista ocupam parte da beleza da cidade.
O ônibus passa rapidamente em volta daquele lugar encantador.
Onde será que vou parar?
Meus olhos procuram respostas nas páginas do livro em minhas mãos.
Meu coração bate rapidamente na espera delas.
Meu corpo já sabe que nada se encontra ali. Nenhuma informação que responda minhas perguntas.
Meu pescoço se vira procurando uma esperança através da janela, um sol.
Mas ele se foi por entre as nuvens, agora nasce a lua, à espera de desejos.
A cidade que eu tanto observava estava já longe de mim.
Onde estou? Sinto-me perdida…Mais uma vez.
Será sempre assim? Espero que não...
Deus, será que vai chover? Parece que sim.
O céu está tão escuro, assim como meu coração ao partir...
Acendo uma das luzes de leitura do ônibus. Tento ler, mas meus olhos se fecham sozinhos.
O cansaço me atinge em cheio, encosto a cabeça e tento descancar um pouco.
Quem sabe onde estarei ao abrir do olhos?

“...Longe, bem longe daqui...”